terça-feira, 29 de novembro de 2011

American Beauty


American Beauty é um filme norte-americano de 1999 dirigido por Sam Mendes e escrito por Alan Ball.

A História...
Lester Burnham é um escritor de uma revista na meia idade que odeia seu trabalho. A sua esposa, Carolyn, é uma ambiciosa vendedora de imóveis; a filha de dezasseis anos do casal, Jane, abomina os pais e tem uma baixa auto-estima. Os novos vizinhos dos Burnham são o reformado Coronel do Corpo de Fuzileiros Navais Frank Fitts e sua introvertida esposa, Barbara; seu filho adolescente, Ricky, é um fumante de canábis e um traficante de drogas quem o coronel sujeita a um estilo de vida autoritário. Ricky grava o seu arredor com uma câmara, guardando centenas de filmes no seu quarto. Lester fica atraído pela amiga de Jane, Angela Hayes, depois de vê-la numa apresentação durante o intervalo de um jogo de basquetebol. Este começa a ter fantasias sexuais com ela, onde pétalas de rosas são um tema recorrente. 
Carolyn começa a ter um caso com seu rival de negócios, Buddy Kane. Lester é informado que será despedido depois de escrever a sua descrição de trabalho como um insulto ao especialista que a pediu, porém ele chantageia seu chefe por 60.000$ e demite-se e arranja um emprego num café. Lester compra o carro dos seus sonhos e começa a praticar exercício depois de ouvir Angela a dizer que o acharia mais atrativo se ele melhorasse o seu físico. Ele começa a fumar canábis que compra a Ricky, namoriscando com Angela todas as vezes que ela visita Jane. A amizade das duas acaba e Jane envolve-se com Ricky; eles aproximam-se a partir daquilo que Ricky considera seu vídeo mais precioso: um saco de plástico a dançar ao vento.
Lester descobre a infidelidade de Carolyn, porém reage de forma indiferente. Buddy pede um tempo à mãe de Jane, afirmando que está a enfrentar um divórcio potencialmente caro. O C.el Fitts começa a suspeitar da amizade de Ricky e Lester, e descobre um vídeo feito pelo filho que mostra Lester a praticar exercício nu. Depois de ver Ricky e Lester pela janela da garagem, o coronel erroneamente conclui que eles estão sexualmente envolvidos. Ele bate em Ricky e acusa-o de ser homosexual. Ricky falsamente admite as acusações para que o pai o expulso de casa. Sobre as objeções de Angela, Ricky convence Jane a fugir com ele para Nova Iorque. Carolyn carrega uma arma e vai para casa. O C.el Fitts confronta Lester e tenta beijá-lo; Lester o repulsa e o coronel foge. Lester encontra Angela deprimida, esta pede para que ele diga que ela é bonita. Ele faz isso, e ela começa a seduzi-lo. Depois de descobrir que Angela é virgem, Lester pára; os dois acabam por se aproximarem aos partilharem as suas frustrações. Angela vai para a cas-de-banho e Lester sorri ao ver uma foto de família na cozinha. Ouve-se um tiro e vê-se sangue espalhado pela parede. Ricky e Jane encontram o corpo de Lester, ainda a sorrir. Carolyn é vista a chorar no quarto, e o coronel volta para casa, ensanguentado, e sem uma arma da sua coleção. 
A narração final de Lester descreve as experiências significativas que ele teve durante sua vida, explicando que, apesar da sua morte, ele está feliz, já que "é difícil ficar zangado quando há tanta beleza no mundo".

O filme foi descrito por académicos como uma sátira das noções da classe média americana sobre beleza e satisfação pessoal; análises se focaram na exploração do filme nos temas de amor romântico e paterno, sexualidade, beleza, materialismo, liberação pessoal e redenção.


Flávia Ferreira

O comportamento humano

As pessoas parecem tomadas por um senso de urgência, um imediatismo subserviente, através dos quais manifestam-se em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do organismo social.Políticos fazem alianças historicamente incongruentes em troca de alguns minutos adicionais no horário eleitoral gratuito, independentemente da dissonância ideológica e pragmática futura em caso de êxito no pleito. Profissionais travam um verdadeiro jogo de xadrez em suas companhias prejudicando o colega da mesa ao lado em lances ardilosos engendrados nos corredores e nas pausas para o café, em busca de uma notoriedade que pretensamente lhes venha conferir uma maior remuneração. Há uma inversão recorrente dos valores, da ética, da moral, do carácter. As pessoas deixam de ser o que sempre foram e passam a estar o que lhes convém.


Valores
...podem definir-se como normas, princípios, padrões socialmente aceitos. São-nos incutidos desde cedo, fruto do meio social, e quando chancelados pela conduta humana, considerados eticamente adequados. Somos orientados a aceita-los, e a evitar questioná-los. E acabamos cerceados da possibilidade de exercer a nossa criatividade, a nossa imaginação, o nosso livre arbítrio. Como diria Rousseau, “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Se tais parâmetros carecem de concordância, optamos não por alterá-los, mas por desrespeitá-los. Daí advém uma primeira cisão: regras são feitas para serem quebradas; contratos, para serem rompidos. A moral de um lobo é comer carneiros, como a moral dos carneiros é comer a grama. Este instinto animal tem inconscientemente caracterizado o comportamento humano o qual tem denotado uma moral dupla: uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega. Não são os princípios que dão grandeza ao homem. É o homem que dá grandeza aos princípios. Curiosamente é mais fácil lutar por princípios do que aplicá-los. Mas esta é uma luta que deve ser travada diariamente com paciência e sabedoria, ajustando a palavra à acção, a acção à palavra. Todo homem  toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Por isso, esta luta trata-se de litigar paradigmas. Criar e difundir novos. Não esmorecer, mesmo sentindo a mente turva. Todos vivemos sob o mesmo céu, mas nem todos vemos o mesmo horizonte. E quando se tem o horizonte enevoado, é preciso olhar para trás para manter o rumo. A vida, disse Kierkegaard, só pode ser compreendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.

Carácter 
...é destino, disse Heráclito de Éfeso. É aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. É nossa particularidade, nossa maior intimidade. É nosso maior companheiro, nossa maior paixão – e, às vezes, nosso maior fantasma. É construído desde a mais tenra idade, simbolizando nossa maior herança – e nosso maior legado. Um homem de carácter firme mostra igual semblante em face do bem ou do mal. Preocupa-se mais com seu carácter do que com sua reputação, pois sabe que seu carácter representa aquilo que ele é, enquanto sua reputação, apenas aquilo que os outros pensam. E sua firmeza de propósitos o faz com que opte pela singularidade de seu próprio julgamento. O carácter testa-se em pequenas coisas. Num olhar, num gesto, numa palavra. Quando queremos saber de que lado sopra o vento atiramos ao ar não uma pedra, mas uma pluma. Acredita-se que as adversidades além de fortalecerem o carácter, revelam-no. Tornam-no mais tenaz, purificam-no. Carácter é destino. E o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha. Não é uma coisa que se espera, mas que se busca. O futuro de um homem está decididamente escrito em seu passado.

Mudança
Não existe nada permanente, excepto a mudança. Porém, mudar e mudar para melhor são coisas diferentes. As pessoas não resistem às mudanças, resistem a ser mudadas. É um mecanismo legítimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que precisamos é cultivar mudanças. O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma frequência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um adversário. Infelizmente, esta observação, não raro, dá-se tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde. Os homens são sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos: nos outros apenas duramos. Segundo William James, a maior descoberta da humanidade é que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa Prece da Serenidade seja tão dogmática: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que não podem, e ter a sabedoria para perceber a diferença entre as duas.

Tolerância
Cada vida é muitos dias, dias após dias caminhamos pela vida cruzando com ladrões, fantasmas, gigantes, velhos e moços, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando nós mesmos. Na medida em que os anos passam tenho aprendido a tornar me um pouco pluma: ofereço menos resistência aos sacrifícios que a vida impõe e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranquilos e a deixar para trás as coisas que não preciso carregar, como ressentimentos, mágoas e decepções. Aprendi a valorizar não o olhar, mas a coisa olhada; não o pensar, mas o sentir. Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas. Seria desejável que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como são e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso é a única coisa bem distribuída: todos garantem possuir o suficiente.   Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer. Nós não aprendemos nada com nossa experiência. Nós só aprendemos reflectindo sobre a nossa experiência. Todos temos as nossas fraquezas e necessidades, impostas ou auto-impostas. “Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam”, disse François Rabelais. Por tudo isso, é preciso tolerância. É preciso também flexibilidade. Mas é preciso fundamentalmente policiar-se. Num mundo dinâmico, é plausível rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.

Mafalda Liz

domingo, 27 de novembro de 2011

Síndrome de Down



Síndrome de Down ou Trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento. A síndrome de Down poderá ter quatro origens possíveis. Das doenças congénitas que afectam a capacidade intelectual, a síndrome de Down é a mais prevalecente e melhor estudada. Esta síndrome engloba várias alterações genéticas das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais frequente (95% dos casos). A trissomia 21 é a presença duma terceira cópia do cromossoma 21 nas células dos indivíduos afectados. Outras desordens desta síndrome incluem a duplicação do mesmo conjunto de genes. Expectativa de vida - Devido aos avanços da medicina, que hoje trata os problemas médicos associados à síndrome com relativa facilidade, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando incrivelmente nos últimos anos. Para se ter uma ideia, enquanto em 1947 a expectativa de vida era entre 12 e 15 anos, em 1989, subiu para 50 anos. Atualmente, é cada vez mais comum pessoas com síndrome de Down chegarem aos 60, 70 anos, ou seja, uma expectativa de vida muito parecida com a da população em geral.


André Pinto

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Construtivismo de Piaget


 O Construtivismo é o processo de desenvolvimento mental da criança.
Desenvolvimento esse que começa a partir do nascimento (a partir do momento em que tem contacto com o mundo) até  à idade adulta (altura em que o desenvolvimento mental estará completo).
Jean Piaget realizou inúmeras experiências que permitiram concluir que
ninguém nasce com uma capacidade de raciocínio definida, mas sim que no Homem essa capacidade vai sendo construída, ou seja, desenvolvida.
Para que a capacidade de raciocino se desenvolva é preciso que hajam estímulos, por outras palavras, necessidades. Se imaginarmos que uma criança está em estado de equilíbrio e esse estado é perturbado por um factor por exemplo de ordem biológica como a fome, esta vai agir de maneira a restabelecer o equilíbrio inicial. Para tal ela vai realizar as actividades necessárias para repor o equilíbrio inicial. O adulto responde da mesma maneira às suas necessidades, portanto tanto um como o outro agem conforme os seus interesses. A diferença entre o adulto e a criança está na capacidade intelectual (em termos de raciocínio) e é mais evoluída no adulto que na criança.
Se a capacidade de raciocínio sofre um processo evolutivo, tal significa que passa por várias fases de desenvolvimento (designadas por Piaget de estádios de desenvolvimento).  Piaget dividiu esta evolução em seis estádios diferentes sendo que os três primeiros se podem agrupar num só. No primeiro estádio, chamado estádio sensório – motor, como o próprio nome indica, ocorre um desenvolvimento ao nível das capacidades motoras e sensoriais. Este estádio caracteriza-se por o bebé começar a  coordenar os seus movimentos e as suas capacidades sensoriais, pela aprendizagem da manipulação de alguns objectos e começa a organizá-los em várias categorias diferentes.

No estádio seguinte (estádio da representação ou pré-operatório) a criança desenvolve uma linguagem, permitindo-lhe assim programar mentalmente as acções para mais tarde concretizar, é também uma fase em que surge uma grade curiosidade, questionado-se sobre tudo o que o rodeia (de uma forma muito objectiva), começa também a realizar raciocínios básicos como comparar, somar, subtrair ou ordenar etc. e
revela alguma facilidade em adaptar-se a novas situações.

O terceiro estádio é o estádio das operações concretas, na qual aprende a realizar operações mais complexas como classificar, entre outros, torna-se mais sociável, descobre a reversibilidade de algumas operações e começa a relacionar o passado com o presente.

 O último e quarto estádio caracteriza-se por um pensamento abstracto, o jovem torna-se capaz de formular hipóteses e começa a preocupar-se mais com a sociedade e com as grandes questões que sempre acompanharam a humanidade.

É claro que todo este desenvolvimento é influenciado por diversos factores que aceleram ou atrasam este processo, sendo os mais notórios os seguintes:
•  O meio onde vive, nomeadamente a cultura das pessoas com que se relaciona ;
•  As opções que lhe são dadas;
•  A actividade e a experiência física e mental;
•  E os factores biológicos, tais como as heranças genéticas, normal funcionamento dos sistemas motor e nervoso entre outros. Existem dois processo fundamentais, na construção do conhecimento, são eles: acomodação e assimilação. Estes dois processos mostram uma relação entre o meio que nos rodeia e o sujeito, em que o este assimila informação proveniente do meio, que depois é organizada em esquemas gerais e que são mais tarde adaptados a situações novas, ou seja, acomoda-se a novas situações. Da relação entre estes dois processos que foram referido resulta o que se chama de equilibração,  que é um processo que tenta através da assimilação e acomodação repor o equilíbrio ou conquistar um equilíbrio mais estável.
Ana João

domingo, 20 de novembro de 2011

Shutter Island


Shutter Island (Ilha do Medo) é um filme americano dirigido por Martin Scorsese, lançado em fevereiro de 2010 e protagonizado por Leonardo Dicaprio e Mark Ruffalo O filme é baseado no livro "Paciente 67" do consagrado autor Dennis Lehane.

Em 1954, no pico da Guerra Fria, os agentes Teddy Daniels e Chuck Aule são convocados a "Shutter Island" para investigar o improvável desaparecimento de uma criminosa do impenetrável Ashecliffe Hospital, na cidade de Boston. Rodeados por circunspectos psiquiatras e perigosos pacientes psicopatas, eles vêem-se envolvidos numa atmosfera misteriosa e volátil que sugere que nada é o que parece… Com um furacão a aproximar-se da ilha, a investigação progride rapidamente. No entanto, à medida que a tempestade aumenta de intensidade, as suspeitas e os mistérios multiplicam-se, cada um mais terrível e tenebroso que o anterior. Há indicações e rumores de conspirações sombrias, sórdidas experiências médicas, alas secretas, controlo mental e inclusive de algo sobrenatural.
Movendo-se nas sombras do hospital, assombrado pelos terríveis actos dos seus instáveis habitantes e pelos desígnios desconhecidos dos igualmente suspeitos médicos, Teddy começa a sentir que, quanto mais fundo ele chega na investigação, mais perto está de se ver confrontado com alguns dos seus mais profundos e devastadores medos. E apercebe-se também que poderá não sair vivo daquela ilha.

Inês Sousa

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Gestaltismo

O gestaltismo ou psicologia da forma, nasce por oposição à psicologia do séc. XIX e critica Wundt. Os gestaltistas partem das estruturas, das formas: nós percepcionamos configurações, isto é, conjuntos organizados em totalidade. A teoria da forma considera a percepção como um todo. Primeiro percepcionam o total depois analisam os elementos ou dos pormenores.

A organização das nossas percepção foi estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis.
- Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.
- Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.
- Lei da contiguidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.

Os gestaltistas criticam Watson porque este diz que todo depende do meio e Köhler acha que as ideias são inatas.
 O todo é maior do que a soma das partes que o constituem.

Luis Rocha

Piaget e o Comportamento

Sir Jean William Fritz Piaget nasceu em 1896 em Neuchâtel, Suíça e morreu dia 19 de Setembro de 1980 em Genebra, Suíça. Piaget frequentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia, formando-se em Ciências Naturais aos 21 anos, e passado um ano doutorou-se em Zoologia. Após se formar, foi para Zurich onde estudou Psicologia e trabalhou como psicólogo experimental e psiquiatria, experiências que influenciaram muito o seu trabalho. 
Jean Piaget escreveu mais de cinquenta livros e várias dezenas de artigos, tendo sido o seu primeiro artigo escrito aos 11 anos de idade sobre o pardal albino, considerado o inicio da sua carreira como cientista. Aos 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de psicologia “A Linguagem e o Pensamento na Criança”.
Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento.

Comportamento segundo Piaget
O indivíduo não é um simples resultado do meio (teoria behaviorista), nem é simplesmente determinado por princípios inatos (teoria gestaltista). O seu desenvolvimento é determinado pela interacção entre factores internos (orgânicos, hereditários) e factores externos (meio). Nos primeiros meses de vida, o seu comportamento é determinado por reflexos inatos, mas depois as respostas são cada vez mais complexas fruto de um processo de adaptação. Este processo embora tenha algumas etapas comuns a todos os indivíduos, não produz em todos os mesmos resultados. As mesmas coisas não têm a mesma significação para todos. O comportamento é uma resposta que varia em função da interacção entre a personalidade do sujeito ( P ) e a situação ( S ).
A personalidade vai-se formando através da interacção com o meio. Neste processo são decisivas as disposições biológicas do sujeito, as diversas aprendizagens e as actividades com o meio. O comportamento é visto como a resposta de uma dada personalidade numa situação concreta.


Experiência com pombos

 
Como foi referido em cima o comportamento segundo Piaget resulta da intersecção dos meios internos (biológico) e o meio externo, assim nesta experiencia temos a "personificação" dos conceitos behavioristas do Estimulo -> Resposta, sendo o estimulo a banana, e a resposta é a tentiva de alcance da mesma. É de salientar que o pombo tem as asas presas, sendo-lhe impedido a sua capacidade de voar.

Luís Rocha

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comportamento e Personalidade

O que é Comportamento ?


Maneira de se comportar, procedimento, conduta. Atitudes e reações do indivíduo em face do meio social.
Os comportamentos podem ser entendidos como reações singulares diante de uma situação.

O que é a personalidade ?


Personalidade pode ser entendida como um padrão singular de pensamentos, sentimentos, valores de um indivíduo, maneira de ser, os nossos comportamentos e atitudes.


A personalidade é geradora de comportamentos, alguns teóricos admitem que a infância seja um período decisivo na formação da personalidade e que as características formadas nesse período dificilmente se alteram. Outros pensam que a personalidade vai se constituindo durante toda a vida.


Alguns factores que infuenciam o comportamento:
-Externos: Ambientais,  tem a ver com o local onde as pessoas moram, trabalham, vivem .
 Culturais, fator relacionado com  a questão de cultura de um povo ou grupo social. Por exemplo, as pessoas que frequentam uma determinada igreja tem hábitos semelhantes quanto a vestimenta, atitudes e comportamento em geral.
-Internos: Genes e hereditariedade, a genética comportamental é uma disciplina científica que estuda os mecanismos genéticos e neurobiológicos envolvidos em diversos comportamentos animais e humanos. Podemos caracterizá-la como uma área de intersecção entre a genética e as ciências de comportamento.
A engenharia genética forneceu as ferramentas necessárias ao estudo do comportamento associado à genética molecular. Isto permite que, progressivamente, possamos avançar na identificação de genes capazes de modular certos comportamentos, e de entender como estes genes interagem com o ambiente na formação de traços normais e patológicos da personalidade humana. Os genes definem tendências, mas são as experiências individuais que, sempre, as modulam.~
André Pinto

Hipnose



O que é?
A hipnose é um processo que recorre à indução de um estado modificado de consciência, caracterizado por uma atenção extremamente concentrada e, eventualmente, por um profundo estado de relaxamento (transe). Quando uma pessoa se encontra em transe hipnótico, o corpo pode estar totalmente relaxado, mas a mente está alerta e extremamente focada. A situação de transe hipnótico pode ser comparada a algumas situações do quotidiano, como quando alguém se sente completamente absorvido pela leitura de um livro ou pelo visionamento de um filme - estas poderão ser consideradas situações de transe leve.

Como pode ser provocada?
A hipnose é provocada por diferentes métodos: fixação de um ponto luminoso, do olhar do hipnotizador, ou pela escuta da palavra. Os indivíduos predispostos (em particular nos estados histéricos) e em circunstâncias particulares (transes religiosos), a hipnose pode sobrevir espontaneamente.

Processo de hipnose
O processo de hipnose distingue-se em três fases: 1º letargia (provocada ordinariamente pela fixação do olhar; 2º catalepsia (suspensão da sensibilidade e dos movimentos voluntários, provocada pela súbita projeção de uma luz viva ou por barulho intenso, inesperado; 3º sonambulismo provocado (manisfestação automática do inconsciente). A hipnose dá lugar a manifestações do subconsciente ou do esquecimento, traduzindo-se por palavras que evocam lembranças antigas ou recentes esquecidas ou reprimidas pela consciência ("segredos" do individuo).

Existe algum risco de uma pessoa hipnotizada não retornar à consciência normal?
É absolutamente impossível alguém entrar em transe e não voltar. É difícil para o paciente manter este estado durante muito tempo, uma vez que o gasto de energia física utilizada para articular o pensamento é muito grande e consequentemente produz um cansaço mental nas zonas ativas do cérebro. Pode ocorrer, porém que o transe esteja tão confortável e prazeroso que o paciente resista e demore um pouco mais para voltar. Se estiver muito cansada, também é possível passe voluntariamente para o sono natural.

Algumas aplicações da hipnose
A hipnose e, principalmente a hipnose provocada artificialmente têm sido empregadas como meios de análise psicológica para descobrir o inconsciente de um indivíduo, e também para confessar crimes e delitos. Consegue-se também, através da hipnose, e por processos puramente psicológicos, provocar uma anestesia que torne possível uma intervenção cirúrgica. Na Medicina, também podemos usar a hipnose no tratamento de anorexia e bulimia; dores crónicas e agudas; enxaquecas e obesidade. Podemos usar o transe hipnótico noutras áreas como Psicologia e Psicoterapia (no tratamento de pânico; Transtorno Obsessivo compulsivo; amnésia e esquecimentos; fobias e medos; depressão; timidez) e Pedagogia (problemas escolares; aprendizagem de línguas com muita rapidez).


Nem todas as pessoas podem ser hipnotizadas, só o podem ser as pessoas muito impressionáveis ou as que cooperam voluntariamente com a hipnose.



Flávia Ferreira

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Psicanálise


A Psicanálise representa um corpo de conhecimentos sobre os nossos desejos, os nossos pensamentos, e o modo como esses pensamentos e desejos se expressam através dos nossos sonhos, crenças e acções. É uma teoria que procura explicar as diferenças individuais da personalidade e os conflitos que surgem na infância, ou durante a infância.
A Psicanálise é também uma forma de psicoterapia, trata os distúrbios emocionais individuais, mas é importante relembrar que, enquanto a psicanálise "trabalha" com pessoas (pacientes), também nos fornece informação muito importante sobre o comportamento humano. A psicanálise, apresenta mais uma série de suposições e hipóteses teóricas, do que propriamente um conjunto de factos cientificamente provados.
A teoria psicanalítica de Freud, influenciou grande parte dos estudos sobre a personalidade humana, na primeira parte deste século. Esta teoria foi elaborada a partir de observações feitas aos pacientes no seu consultório clínico, não foi elaborada sob condições científicas rigorosas.
A psicanálise atrai não só psicólogos, como também as restantes pessoas, isto é, a população comum.
Freud pensava que era impossível compreender os processos patológicos se só se admitisse a existência do consciente. A concepção dominante de homem, até então, definia-o como ser racional, que controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente, constituído pelas representações presentes na nossa consciência e conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental do homem.
Freud distingue duas tópicas na sua teoria. Na primeira, distingue consciente, pré-consciente e inconsciente, a qual ficou conhecida como teoria do iceberg. Na segunda, distingue o ID, o EGO e o SUPEREGO.

A mente seria então, constituída por três instâncias:

- o consciente;

- o pré-consciente;

- o inconsciente;


Ana João

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Psicologia


A palavra Psicologia deriva de duas palavras Gregas, "psyche" e "logos", que  etimologicamente significam estudo da alma e, posteriormente, o estudo da mente. Hoje, muitos autores definem Psicologia como a ciência que estuda os processos comportamentais e mentais. Vamos dissecar o seu significado e perceber o significado da psicologia. Quando dizemos comportamento, surgem duas ideias - comportamentos fechados e comportamentos abertos. Os comportamentos abertos são aqueles que são visíveis a todos. Em suma, são comportamentos observáveis. São exemplos de comportamentos abertos a forma de vestir, a maneira de falar, de comer, a cor do cabelo, a cor das calças. De forma geral, estes são acções de indivíduos ou grupos que vemos todos os dias. São acções que são observáveis e podem ser mensuradas de quando a quando. Em contraste, os comportamentos fechados são aqueles que não são visíveis a olho nu. São os comportamentos invisíveis, como por exemplo a raiva, ciúme, pena, bondade, felicidade, tristeza. Pode-se deduzir os comportamentos fechados através dos abertos. Como sabemos se alguém está triste? Contente? Nós podemos deduzir isso através dos comportamentos abertos. Podemos dizer que uma pessoa está triste quando não sorri, quando os olhos ficam chorosos, sem reacção, etc. Quando uma pessoa está a sorrir, cantando canções, saltando, podemos de alguma forma concluir que está contente. São estas as definições de comportamentos abertos e fechados. Quando se fala em processos mentais, de igual forma, aparecem duas ideias - processo mental consciente e processo mental inconsciente.


Os processos mentais conscientes são processos dos quais nos damos conta. Por exemplo, estamos conscientes de que estamos a ler este texto neste momento, ou que puxamos o texto para baixo. Consciente significa que estamos a pensar sobre isso. Por outro lado, os processos inconscientes são aqueles dos quais não nos damos conta, ou que não pensamos neles constantemente. Considera-se a respiração, pois não estamos a pensar, momento a momento que temos de respirar (acto natura). Essas são as duas partes da nossa definição de psicologia, o comportamento e os processos mentais. Às vezes, temos a tendência de tirar conclusões precipitadas, principalmente quando não gostamos de alguém. Quando vemos uma pessoa que está sempre sozinha é fácil concluir que essa pessoa é anti-social. Ou que é desinteressante. Tira-se uma conclusão baseada apenas num comportamento observável, aberto. Aqui entra o estudo científico. A Psicologia é o estudo científico, e não se baseia em conclusões sobre um comportamento aberto. Quando dizemos estudo científico, significa que as conclusões são obtidas através de métodos sistemáticos e objectivos de observação e experimentação. Segue um procedimento passo-a-passo na observação e utilização de testes antes de se chegar a uma conclusão compreensiva. Basicamente, a Psicologia é uma observação e experimentação passo-a-passo, de comportamentos abertos e fechados e se são processados de forma consciente ou inconsciente.

Ana João


Necessidade e Desejo

Algumas das necessidades não podem ser descuradas sem que a nossa sobrevivência seja posta em causa. Pela sua importância vital, estão sempre presentes na nossa relação com os outros e com o mundo. A satisfação destas necessidades marca, muitas vezes, a forma como pensamos e como orientamos as  nossas acções e comportamentos.  Foi a satisfação das necessidades uma das razões que levaram os seres humanos a organizarem-se em grupos sociais complexos, criando culturas. No que pensamos e fazemos há um propósito e essa finalidade liga-se ao que desejamos e ao que queremos. O desejo relaciona-se com uma aspiração de alguma coisa que nos falta, que não temos– pode-se portanto defini-lo também pela insatisfação (a partir do momento em que o desejo é realizado, deixa de ser desejo). Desejos e necessidades no viver humano. A satisfação das necessidades primárias/básicas está, por um lado, codificada cultural e socialmente, e, por outro, traduzida em vontades e desejos pessoais. O modo como se satisfaz a fome depende, como vimos, de factores de ordem social e cultural, mas  também dos desejos e vontades de cada um (p. ex. do que se gosta ou não de comer). Outras necessidades estão mais influenciadas pela construção social, como p. ex., o comportamento  sexual. Desejos e vontades tornam-se, assim, também necessidades, uma vez que sentes a sua falta. Procura-se alcançar a sua satisfação através de formas que ganham sentido a partir dos modos culturais e sociais de as satisfazer. Freud põe em causa a concepção clássica de desejo, como sendo uma tendência acompanhada de consciência. Segundo ele, os desejos têm origem nas necessidades. É no decurso de uma experiência– a satisfação de uma necessidade– que o desejo se constitui. Uma necessidade interior provoca uma excitação que desaparece com a obtenção do objecto que a satisfaz.

João Ribas

O erro de Descartes

“Penso, logo existo". A máxima do filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650) é hoje o mote de vivas polémicas em torno dos conceitos de mente, consciência, emoção e razão. Descartes, inspirou intelectuais e cientistas por séculos com seu método analítico de raciocinar. A sua frase emblemática sugere que o homem é definido pela capacidade de pensar e pelo facto de saber que pensa. Ao mesmo tempo, o sábio concebe a mente como uma entidade não material, habitante da cabeça dos homens, mas, em essência, diferente do cérebro. Recentes estudos sobre o cérebro revelam que Descartes estava enganado. A identificação dos processos físicos e químicos ocorridos na imensa teia dos neurónios prova que a consciência - ou pelo menos boa parte dela - se produz no mundo da matéria.
As novas descobertas não significam, entretanto, que tenha sido desvendado o mistério da mente humana, da capacidade de sentir, de analisar e de reagir ao mundo. Ao contrário, as pesquisas mostram que o cérebro, tal qual os sistemas galácticos, encerra enigmas que desafiarão muitas das próximas gerações.

João Ribas

domingo, 6 de novembro de 2011

Behaviorismo

O que é o Behaviorismo?

Behaviorismo, também designado de comportamentalismo, ou às vezes comportamentismo, é o conjunto das teorias psicológicas que elegem o comportamento como o mais adequado objeto de estudo da psicologia. O comportamento geralmente é explicado por meio de estímulos e respostas, investigadas por métodos  científicos utilizados pela ciência natural.


Watson e o Behaviorismo

O Behaviorismo Watsoniano (também conhecido como Behaviorismo Clássico) apresenta a psicologia como um ramo puramente objetivo e experimental das ciências naturais. A finalidade da psicologia seria, então, prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo.
A proposta de Watson era abandonar, ao menos provisoriamente, o estudo dos processos mentais, como pensamentos ou sentimentos, mudando o foco da psicologia, até então mentalista, para o comportamento observável. Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco produtiva, de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento.
No caso, comportamento seria qualquer mudança observada, num organismo, que fossem consequência de algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas glandular e motor.
Daniel Leite

sábado, 5 de novembro de 2011

John Watson e Wilhelm Max Wundt



Watson iniciou a psicologia científica ao demarcar-se de forma radical de toda a psicologia tradicional, que tinha como objecto de estudo a consciência e por método a introspecção.
Watson não nega a existência da consciência, nem a possibilidade de o indivíduo se auto-observar, defende contudo, que a análise dos estados de espírito, bem como a procura das suas causas, só pode interessar ao sujeito no âmbito da sua vida pessoal.
No seu artigo “A psicologia tal como o behaviorista a vê”, Watson considera que com Wundt a psicologia científica teve uma falsa partida.
Para se constituir ciência, a psicologia terá que cortar com todo o seu passado, concepção e método, e constituir-se como um ramo objectivo e experimental da ciência.
John Watson pretendia para a psicologia o mesmo estatuto da biologia. Ora, para que a psicologia possa ser considerada uma ciência rigorosa e objectiva, afirma Watson, o psicólogo terá que assumir a atitude de um cientista.

As concepções de Wundt e Watson

Autor
Objecto da Psicologia
Método
Finalidade
Wundt
Estudo da consciência
Introspecção controlada
Conhecer os elementos mais simples da mente
Watson
Estudo do comportamento do Homem e do animal
Método experimental
Prever e controlar o comportamento

Sérgio Freitas

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Contributo do Pensamento Renascentista


O pensamento renascentista, ao reencarar a cultura greco-latina, tão devotada à saúde e ao desenvolvimento harmónico do corpo, não podia persistir num dualismo corpo-espírito apenas interessado nas reflexões sobre o imaterial.
Não foi na própria época renascentista que surgiu o pensador capaz de sintetizar os vários aspectos do pensamento dos diversos homens do Renascimento. Tal tarefa, que abriu o caminho ao pensamento moderno, só  foi realizada posteriormente e teve em Descartes o génio que rubricou a sua autoria.
Com a sua obra O Discurso do Método, Descartes demarca-se como o fundador da Filosofia Moderna. A dúvida metódica leva-o à construção de uma ciência exacta.
No que se refere aos aspectos ligados à Psicologia, todo o pensamento de Descartes se subordinou também a um dualismo corpo-espírito derivado das três realidades que definiu.

Sendo as três realidades:
- Deus (substância infinita,de que tudo depende e que não depende de coisa alguma);
- o Eu (consubstanciado na alma);
- Mundo  (constituído  pela substância extensa ).

O Homem - afirmava - era um ser dualista de corpo e espírito em que estes dois aspectos se relacionavam pelo cérebro (glândula pineal), mas não se controlavam mutuamente; o corpo, com acções mecânicas, era constituído por matéria e como tal mensurável e dependente de leis físicas, nada impedindo por isso que se fizesse a sua comparação com as máquinas biológicas que eram os animais; o espírito era algo vago, sem existência física, sujeito só às leis divinas e semelhante à primeira das realidades (Deus). A partir deste ponto de vista, os estudos biológicos de Descartes em nada colidiam com os dogmas escolásticos.

Ana João                 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Gestaltismo




O gestaltismo é originário de um movimento de origem alemã, mas que acabou por se desenvolver também na América do norte. A palavra GESTALT é de origem alemã, e não se consegue uma tradução exata para o português, mas o significado mais próximo é de forma, estrutura, todo. Os principais teóricos são da Gestalt são Max Wertheimer (1880-1943), Kurt Kofka 91886-1941) Wolfgang Khöller 91887-1964) e Kurt Lewin (1890-1947).

Seu nascimento foi, na verdade, uma tentativa de oposição a outras correntes psicológicas da época, particularmente ao estruturalismo e ao behaviorismo, por julgarem os gestaltistas que estas duas correntes subestimavam o indivíduo como ser preponderante e atuante, e o colocavam num papel de “registrador” de estímulos do ambiente.

Os gestaltistas também não concordavam com a decomposição do todo em elementos simples que os estruturalistas propunham aos fenômenos mentais, nem com as simples unidades de estímulo-resposta (S-R) propostas pelos behavioristas. Entendiam que tanto uma coisa quanto a outra destituía o sentido do fenômeno estudado.

Para a psicologia da Gestalt o todo é sempre maior que a soma de suas partes, e a tentativa de estudar o todo pelas partes sempre acabará num resultado frustrado que não representaria a verdade. Seria o equivalente a uma melodia, que no todo tem um significado próprio, mas que se decomposta em pequenos grupos de notas ou instrumentos, perderia a estrutura final por onde a música poderia ser identificada.

A percepção humana foi o tópico de longe mais estudado pelos gestaltistas, sempre de forma rigorosamente experimental. Os conceitos gestalticos mais mais importantes são.

  • Campo Psicofísico (o ser em interação com o meio ambiente);
  • Figura e Fundo (tudo aquilo que chama a atenção num determinado momento ou situação é considerado figura, uma forma ou totalidade organizada, que se separa do fundo que lhe serve de continente, e para onde volta frente a um novo estímulo, o que significa que nossas percepções atuais estão condicionadas pelas anteriores).
 

Alguns pesquisadores, em particular os gestaltistas, desenvolveram pesquisas a fim de avaliar como a percepção de um objeto pode ser afetada e alterada por conteúdos subjetivos, e confirmaram que o psiquismo humano obedece a algumas leis universais já descritas por Aristóteles há mais de dois milênios.


Daniel Leite

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Psicologia Militar


Os responsáveis pela elaboração da proposta de definição da “psicologia militar” foram Driskell e Olmstead, justificando-se que “não é definido por um conjunto comum de técnicas (como é a psicologia experimental) nem por um conjunto de problemas (como é a psicologia do desenvolvimento), mas sim pela área de aplicação – a militar” é uma das mais correntemente aceites.
A psicologia militar é um microcosmos de todas as áreas de atuação psicológica e, consequentemente, oferece oportunidade para psicólogos de todas as áreas, com a condição da utilização do uniforme militar.
Sérgio Freitas